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29/03/2016

"My way", uma das melhores músicas da história

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em Musica
  

Esta é a tradução de "My Way", que é uma das melhores músicas da história humana:


Meu Jeito

E agora o fim está próximo
E portanto encaro o desafio final
Meu amigo, direi claramente
Irei expor o meu caso do qual estou certo

Eu tenho vivido uma vida completa
Viajei por cada e todas as rodovias
E mais, muito mais que isso
Eu o fiz do meu jeito

Arrependimentos, eu tive alguns
Mas aí, novamente, pouquíssimos para mencionar
Eu fiz o que eu devia ter feito
E passei por tudo consciente, sem exceção

Eu planejei cada caminho do mapa
Cada passo, cuidadosamente, no correr do atalho
E mais, muito mais que isso
Eu o fiz do meu jeito

Sim, em certos momentos, tenho certeza que tu sabias
Que eu mordia mais do que eu podia mastigar
Todavia fora tudo apenas quando restavam dúvidas
Eu engolia e cuspia fora

Eu enfrentei a tudo e de pé firme continuei
E fiz tudo do meu jeito

Eu já amei, ri e chorei
Cometi minhas falhas, tive a minha parte nas derrotas
E agora conforme as lágrimas ficam para trás
Eu acho tudo tão divertido

E pensar que eu fiz tudo isto
E devo dizer, sem muita timidez
Ah, não, ah, não, não eu
Eu fiz tudo do meu jeito

E para que serve um homem, o que ele possui?
Senão ele mesmo, então ele não tem nada
Para dizer as coisas que ele sente de verdade
E não as palavras de alguém de joelhos

Os registros mostram, eu recebi as pancadas
E fiz tudo do meu jeito

 

 
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28/03/2016

"Uma lição de vida": Kimani Maruge

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em Cinema
  

Pôster do filme "Uma Lição de Vida"

Numa pequena escola fundamental de uma remota montanha no Quênia, centenas de crianças se acotovelam, praticamente sem as mínimas condições de acomodação, por uma chance de ter uma educação gratuita recém-prometida pelo governo do país. 

Um novo candidato causa rebuliço quando bate na porta da escola. Ele é Maruge, um antigo veterano Mau Mau em seus oitenta e poucos anos, que está desesperado para aprender a ler nesse estágio avançado de sua vida. A partir daí, ele é o recordista anciã a querer educação primária.

Esta é a história real de Kimani Maruge. Aparentemente, o cotidiano da vida de Maruge na própria escola não seria tão grandioso para justificar um filme em si, no entanto, todo o contexto da história de seu passado de ter sido um prisioneiro, ser testemunha do fuzilamento de sua esposa e filho, toda a dor da colonização inglesa e, principalmente, sua resistência pessoal participando da história da independência do Quênia impressiona bastante. O filme é absolutamente singelo, com boas tomadas, uma paisagem dura, com cenas que nos trazem importantes reflexões sobre o poder da educação.

O filme é leve em não se aprofundar em demasia na história propriamente da ex-colônia britânica, de 50 anos antes, no entanto é expressivo em demonstrar a luta de um homem, sua  força de superar os fardos das condições cruéis e extremas dos campos de detenção.

De fato, como se diz no filme, “A educação é a chave do cadeado”.

Em entrevista de 2006, Maruge disse à Reuters que ele queria ir para a escola para poder ler a Bíblia e que pararia de estudar apenas se ficasse cego ou morresse. "A liberdade é aprender", disse ele na época.


Cena de "Uma Lição de Vida", com a história da educação de Kimani Maruge

 
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23/03/2016

"Gravity" por Sara Bareilles e Sir Elton John

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em Musica
  

Esse incrível dueto foi gravado no maior evento beneficente da Fundação de Pesquisa do Câncer de Mama, a "Hot Pink Party" em Nova Iorque, em 2014:


 
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22/03/2016

"Las Horas Contigo", cada minuto conta

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em Cinema
  

Cartaz do filme "Las Horas Contigo"

Como diz o subtítulo do filme, cada minuto conta. 

Já se disse várias vezes que há filmes que aparentemente tem uma história que é conhecida, ou já foi contada à sua maneira, até sem grandes pretensões cinematográficas, no entanto quando você acaba de vê-los experimenta a sensação de que aquele filme tinha uma originalidade especial, eram diferentes. É o que acontece assim com este filme, “Las horas contigo”.

A gente começa a assistir a um filme que parece não ter maiores pretensões, contando uma história familiar tão comum, exatamente como são todas as famílias com suas diferenças e desencontros e você vai se envolvendo com o enredo, com o desempenho dos personagens e inesperadamente se surpreende com um filme extremamente delicado.

Catalina Aguilar Mastretta nos presenteia com um grande filme. Nele, a personagem Ema tem uma relação de extrema vinculação com sua avó, que praticamente a criou enquanto a mãe dedicava-se à carreira de cantora. No dia em que descobre uma gravidez que lhe traz uma série de dúvidas sobre a sua própria vida pessoal, Ema recebe um telefonema da mãe com a notícia de que a avó pode estar morrendo. Ema larga tudo e vai para casa da avó.

É esta volta para a casa da avó, com a espera pela morte da matriarca da família, o centro da temática do filme, visitando novamente a vida da família que será recontada pelos personagens, com suas mágoas, tudo sendo revisto em alguns diálogos.



Cena de "Las Horas Contigo"


Será a possibilidade de algumas descobertas particulares ocultas por uma ou por outra, de situações determinadas e com relação a passagens específicas da vida desta família. O curioso é que não há nada de espetaculoso no filme, ou até mesmo com o peso de grande dramaticidade nos diálogos sobre a vida e mesmo sobre a morte, é tudo muito delicado. É impossível não se envolver nesta história simples de três mulheres tão especiais de uma família, que, de repente, vão ter que se encontrar com o momento da perda de uma delas.



 Cena de "Las Horas Contigo"

 
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