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29/12/2011

Os Cinemas de Recife

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em História, Cinema
  


Seria preciso ficar alguns dias para contar um pouco da rica história das salas de cinema de Recife, porque, de fato, é um relato enorme e que marcou a vida desta cidade e, sobretudo, dos amantes de cinema desde o início do século XIX.

O primeiro cinema do Recife foi o Pathé, localizado na Rua Nova e inaugurado em 1909. Dispunha de uma sala com 320 cadeiras, com um camarote para autoridades e pessoas importantes. Os filmes exibidos pertenciam à Pathé-Frères. A partir de 1910 passou a exibir, além de filmes, alguns flagrantes locais filmados pela própria empresa. 


Ruínas do Cine Pathé

Chegando para disputar o público recifense, menos de quatro meses depois surgiu um novo cinema na cidade: o Royal, também situado na Rua Nova, pertencente à firma Ramos & Cia. O Royal exibia sete filmes, enquanto o Pathé colocava oito na sua programação. Uma acirrada concorrência, já naquela época... O Pathé, no entanto, encerrou suas atividades antes de 1920. O Royal conseguiu ter uma vida mais longa, por pouco mais de quarenta anos: fechou em 1954 e foi um dos um dos mais tradicionais cinemas da cidade, sendo considerado, nos anos 20, como o templo sagrado do cinema pernambucano, quando pertencia ao português Joaquim Matos.


Público no Cine Royal

Em 1910, como já comentamos em uma matéria anterior, na Rua da Imperatriz surge o teatro e cinema Helvética, de propriedade de Girot & Cia. “Um cassino familiar”, como seus donos gostavam de caracterizá-lo. Em 1930, o Helvética passou a ser um centro de diversões chamado de Centre Goal


Cine Helvética ou Centre Goal

Polytheamalocalizado na Rua Barão de São Borja, no bairro da Boa Vista, foi inaugurado em 1911. Era chamado pelos estudantes da época de “Polypulgas”. Em 1932, passou a pertencer à empresa de Luiz Severiano Ribeiro. É também desta época o surgimento de um cinema ao ar-livre, o Siri, que projetava anúncios e filmes intercalados, de um sobrado para uma tela. Localizado na Praça da Independência, foi fechado pela Polícia no governo de Dantas Barreto “a bem da moral”.



Fachada do Polypulgas

Em 1913, o Teatro Santa Isabel funcionou também como cinema (considerado como o melhor do Recife). Era o que possuía uma “projeção mais clara, fixa e nítida”, pois foi nele que se inaugurou um novo cinematógrafo, um aparelho inventado em 1895 pelos irmãos Lumière, capaz de produzir numa tela o movimento por meio de uma sequência de fotografias. Mesmo sem possuir iluminação elétrica, que só foi instalada três anos depois, era considerado o cinema mais confortável do Brasil.


Teatro Santa Isabel em 1913

Moderno foi inaugurado como teatro em 1913, no bairro de Santo Antônio, mas a partir de 1915 passou a funcionar também como cinema.


Cine Moderno

Teatro do Parquede 1915, na Rua do Hospício, passou a funcionar também como cinema a partir de 1921. Construído pelo Comendador Bento Luís de Aguiar, foi arrendado por Luiz Severiano Ribeiro em 1929, que inaugurou naquela casa de espetáculos o cinema sonoro no Recife. Em 1915, surge ainda o Cine Ideal, localizado no Pátio do Terço, no bairro de São José. Este cinema tinha uma particularidade: possuía 250 assentos de primeira classe e 217 de segunda classe.

Em 1922, o Recife contava ainda com o cinema Brasil, na Rua Imperial; o São José, no pátio do Mercado de São José; e o cinema Glória, inaugurado em 1926, que ficou famoso pelas suas sessões da tarde e ficava situado na Rua Direita. 

Na década de 1930, Recife possuía o Cine Torre na Visconde de Irajá, no bairro da Torre - que teve grande movimentação de público e sobreviveu até o final dos anos 1960. Funcionavam ainda os cinemas de bairros: EspinheirenseEncruzilhada, Pina e Central.



Cine Torre


Na década de 1940, foram inaugurados no Recife os cinemas Art Palácio Trianon, no centro da cidade, praticamente um de costas para o outro, mas ambos, depois de uma fase gloriosa de grande frequência de público, fecharam suas portas - despovoando o centro da cidade de salas de cinemas tradicionais.


Cine Art Palácio


O cinema São Luiz, pertencente ao grupo de Luiz Severiano Ribeiro, foi inaugurado no térreo do Edficio Duarte Coelho, em 1952, com modernas e luxuosas instalações; ficando famoso por suas sessões de sábado de manhã, sessão da meia noite. Seguramente um dos cinemas mais bonitos deste país. Um dos cinemas mais tradicionais do Recife estava completamente abandonado até ser fechado em outubro de 2006 e depois de uma vasta reforma, reabriu as portas em dezembro de 2009, pronto para receber as novas ações culturais do Governo do Estado. A sala de exibição mais importante do Estado faz parte agora da rede de equipamentos culturais da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e, em parceria com o Instituto Lula Cardoso Ayres, instalará a Cinemateca Pernambucana. 



Cinema São Luiz

Em seguida, cinemas mais recentes: o Venezana Rua do Hospício, o Astor e o Ritzlocalizados próximos ao Parque 13 de Maio e o Coliseu, entre tantos outros, também tiveram sua época áurea na cidade, mas não resistiram. Bons tempos aqueles.  



Cinema Veneza

Este  propagado progresso avassalador, o advento da televisão, do vídeo-cassete e, posteriormente, do DVD, interromperam a trajetória de crescimento das salas de projeção na cidade e foram os responsáveis pelo fechamento dos cinemas tão tradicionais da cidade e que por muito tempo escreveram a vida dos que os frequentavam.

Para se ter uma ideia mais precisa: dados apontam que em 1968, existiam em Pernambuco cerca de 101 cinemas, sendo 28, só na cidade do Recife. Hoje, só sobrevivem as salas de projeção de filmes em shopping centers da cidade. É uma paisagem fria, repetida, bem mêcanica, nada romântica, sem decoração alguma, padronizada e totalmente diferente dos lindos e originais cinemas que costumávamos frequentar.

 

 
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26/12/2011

A Descortesia do Brasil no Funeral de D. Pedro II

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em História
  


D.Pedro II em seu leito de morte. Com um crucifixo em suas mãos e um livro embaixo do seu travesseiro. 

Mesmo após a morte sua mente descansa sobre o conhecimento.


Uma atenta leitora do meu blog, professora de história, manifestou sua justa indignação acerca do posicionamento do governo brasileiro por ocasião dos funerais de D.Pedro II, em 1891, e ela tem razão em seu correto sentimento sobre este evento.

Dona Teresa Cristina, depois de alguns dias no exílio, chegou a dizer que estava morrendo de saudade e de tristeza pela partida do Brasil. Para o próprio Imperador, também o exílio, provavelmente, tenha lhe causado grande dor interior, o que de alguma forma pode ter abreviado-lhe a vida. Isolado, com poucos recursos e vivendo modestamente em hotéis, só restou-lhe mesmo o consolo de seus livros e de alguns poucos amigos que ainda lhe foram fiéis.

A Répública, quando instalada, fez questão de estar ausente na cerimômica de falecimento do nosso Imperador, o que externou ao mundo um  posicionamento até de perda de mémoria do novo regime republicano frente ao nosso passado monárquico, então considerado “ameaçador”.

Esse governo republicano assumiu naquele momento uma clara disputa memorial, cujo cerne envolvia justamente o lugar respeitoso que D.Pedro II ocupara com tanta dignidade em nossa história, símbolo de uma monarquia duradoura, que teve enorme representação no passado e que a República ainda deveria construir como um novo regime.

Contrariamente a esse esquecimento do governo brasileiro, D.Pedro II foi recebido na Europa como um autêntico chefe de Estado, com vários representantes de nações tendo comparecido ao seu funeral, sendo objeto de várias honrarias, menos do Governo Brasileiro.

O comportamento de D. Pedro II, depois de deixar o Brasil, foi caracterizado por uma atitude calma e resignada, extremamente discreto, silencioso e buscando não fazer comentários sobre os acontecimentos no Brasil, especialmente sobre os que deram origem ao seu próprio exílio e, mais do que isto, respeitando até mesmo o golpe militar da República, mesmo às custas do banimento da família imperial.

A reação nas cidades brasileiras, sobretudo do povo, ao receber a notícia da morte do Imperador, foi de luto imediato e de grande consternação. As casas comerciais cerraram suas portas, as bandeiras foram hasteadas a meio pau e as igrejas dobraram seus sinos, anunciando o passamento do ex-Imperador.

Mesmo a despeito de tudo isto, foi imperdoável que no dia do funeral de nosso Imperador faltasse uma representação do próprio governo do Brasil em sua despedida, deste que seguramente foi um dos maiores estadistas não só do nosso país, mas também da história política das nações, ele que cuidou de nosso país durante tantos anos com absoluta correção.

O governo brasileiro não quis participar das homenagens que a França fez a D. Pedro II, em um de seus funerais. Essas honrarias que o Presidente da França fez por ocasião das exéquias do Imperador deposto desagradaram consideravelmente o governo Brasileiro, vocês acreditam?



Jornal parisiense com ilustração do funeral do Imperador do Brasil


Mesmo com o desprezo do Brasil, os funerais de D. Pedro II atraíram uma multidão de pessoas que lhe foram prestar uma despedida. Correspondentes de alguns jornais escreveram, naquela ocasião, que havia tanta gente nos funerais de D. Pedro II como o que ocorrera com Victor Hugo.



Funeral de D. Pedro II


E assim, o grande Imperador do Brasil, sem coroa e sem pátria, morreu em terras distantes e o nosso governo brasileiro não teve a mínima gentileza de homenageá-lo por toda uma vida dedicada ao nosso país.

Ao sair para o exílio, dois anos antes, ele singelamente desocupou o trono imperial, sem qualquer resistência, deixando um texto igualmente discreto:  


D. Pedro de Alcântara, Imperador do Brasil


"À vista da representação escrita que me foi entregue hoje às três horas da tarde, resolvo, cedendo ao Império das circunstâncias, partir com toda minha família para a Europa amanhã, deixando essa Pátria, de nós estremecida, a qual me esforcei para dar constantes testemunhas de entranhado amor e dedicação durante quase meio século em que desempenhei o cargo de Chefe de Estado. Ausentando-me, pois, eu com todas as pessoas da minha família conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo ardentes votos por sua grandeza e prosperidade". 

(Rio de Janeiro 16 de Novembro de 1889)

 

 
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22/12/2011

#CineLista: Testemunha de Acusação

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em Cinema
  


Dando continuidade a nossa série dos filmes absolutamente imperdíveis, a #CineLista fala sobre Testemunha de Acusação.

O filme é muito bom, a narração de todo o texto é preciosa e bem construída. Quem gosta de suspense e de uma boa trama, não pode deixar de assistí-lo.

TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO



Uma vez a cada cinquenta anos surge um suspense como este: Testemunha de Acusação


Este filme estadunidense de 1957 foi dirigido pelo grande Billy Wilder – responsável pela direção de tantos outros grandes filmes, mas que nesse, especialmente, ele fez um excelente trabalho. Baseado em uma peça teatral de Agatha Christie, a produção contou com um elenco de primeira: Tyrone Power, Marlene Dietrich, o grande Charles Laughton (que está simplesmente maravilhoso no seu papel de advogado criminalista) e a magnífica Elsa Lanchester.


SINOPSE:

Leonard Vole (Tyrone Power) é preso sob a acusação de ter assassinado uma rica viúva de meia idade, tudo arquitetado para ficar com o dinheiro dela. O Sir Wilfrid Robarts (Charles Laugton), um veterano matreiro e muito astuto advogado, concorda em defendê-lo, mesmo ainda se recuperando de um recente e quase fatal do coração. Wilfrid é um dos mais afamados criminalistas do país, todos os “casos perdidos” são enviados para ele, que tem fama de transformá-los em “casos vencidos”.

O advogado está sob intenso cuidado médico, com uma recomendada dieta que o proíbe de tomar seus tragos de bebidas alcoólicas e de envolver-se em casos complicados e estressantes, como o do personagem Leonard Vole. No entanto, a atração que ele tem por processos e pelas cortes criminais fala mais alto. Do lado de seu trabalho de advogado, ele é sempre acompanhado por uma eficiente enfermeira que o vigia rigorosamente, tomando conta de sua saúde. A convivência com sua cuidadosa enfermeira por si só, já vale o filme. 



'Quer eu feche a janela Sir Wilfrid?' - pergunta a cuidadosa enfermeira. 

' Por Deus, mulher, quero que feche a sua boca! Se soubesse que falava tanto assim jamais teria saído do meu coma'.


E tudo se desenrola nesta trama da morte da viúva. O único álibi a favor do acusado é o testemunho de sua esposa Christine Vole. Mas eis que, de repente, acontece uma surpresa: a esposa, testemunha da defesa, fria e calculista, vira o lado de seu depoimento e  passa a ser testemunha da acusação, para surpresa de todos.

Durante os últimos minutos, o desfecho do filme muda várias vezes, surpreendentemente. Um suspense com toda categoria de um grande filme. Imperdível!

Mas, quem foi afinal que matou a viúva rica? Você vai se surpreender com a resposta!



 

Na maior parte do filme o que se pode ver é uma verdadeira batalha de gigantes interpretações, dos personagens Wilfrid e Christine, fazendo com que cada parte saia vencedora.

Inesquecíveis as cenas de Laughton (no papel do velho advogado) usando o seu monóculo para ver se as pessoas estão falando a verdade e o jeito como ele descobre se as cartas que possui em mãos são realmente de Christine.


CURIOSIDADES:

Três fatos curiosos chamam atenção deste filme:

  • Este foi o último filme do galã Tyrone Power, que morreu logo em seguida ao término das filmagens por seus velhos problemas cardíacos, aos 44  anos.
  • Nos créditos finais do filme original, aparece uma voz (um tanto cheia de suspense) pedindo aos expectadores para que ninguém revele o final às pessoas que ainda não tenham assistido ao filme. Pedido que faço a você também: não conte o final para ninguém.
  • Acredite se quiserem, mas todas as pessoas que participaram das filmagens ou entraram nos sets de filmagem, naquela época, tiveram que assinar um compromisso de não revelar o final surpreendente deste filme!


Assim, eu realmente recomendo que assistam. Só não posso contar como acaba o filme, afinal, foi o pedido decretado na edição originária do mesmo. 

Vocês vão ficar surpresos com o final. Perfeito! Confiram...

 
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19/12/2011

A História da Rua da Imperatriz em Recife

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em História
  

É possível que muitos que são de Recife nem se apercebam que o nome da Rua da Imperatriz esteja associado ao nosso Período Imperial.

Originária de um aterro e conhecida até a metade do século XIX como Rua do Aterro da Boa Vista (que foi executado em função de uma nova ponte que seria construída em 1740), a Rua da Imperatriz Tereza Cristina começa ao pé da Ponte da Boa Vista e termina na Praça Maciel Pinheiro. Foi exatamente neste Aterro da Boa Vista que estabeleceram-se comerciantes em edificações onde os pavimentos superiores eram reservados para as famílias locais. Além disso, foi também nesta rua que nasceu em 19 de agosto de 1849, no segundo andar da casa de número 147, Joaquim Nabuco.

Ao lado da Praça Maciel Pinheiro, a Irmandade do Santíssimo Sacramento da Boa Vista, ergueu, naquele tempo, a Igreja Matriz da Boa Vistaque apresenta uma magnífica fachada em mármore.


Igreja Matriz da Boa Vista, Recife - PE


No entanto, foi durante a visita do Imperador Dom Pedro II e sua esposa a Pernambuco, em 1859, que esta rua ganhou grande importância para a cidade do Recife. Em homenagem a Imperatriz a via foi batizada como Rua da Imperatriz Tereza Cristina.


Rua da Imperatriz, Recife - PE


Outra grande curiosidade é que esta rua também está ligada à vida do cinema na cidade de Recife. Foi nela, nos tempos áureos do cinema mudo, que houve a inauguração em 1910 do Cinema Helvética e a cidade teve grandes salas de cinemas naquele período. A novidade tornou-se um grande sucesso entre os pernambucanos e passou a ser um ponto de encontro da população. O Helvética - que tinha em sua programação concertos variados e filmes nos finais de semana - era apregoado pelos seus donos, a Girot & Cia, como um "cassino familiar". Possuía, ainda, uma orquestra regida pelo Maestro Dinis e servia sorvetes e refrescos em mesas colocadas no jardim, ao lado da sala de projeções. Em 1930, o Helvética passou a ser um centro de diversões chamado de Centre Goal.


 Rua da Imperatriz, nº. 59: Cine Helvética, segundo cinema de Recife - PE


Neste mesmo ano, foi inaugurada a sede do Sindicato dos Comerciários. Com adornos preciosos em sua fachada, ostentava no seu alto uma estátua de Hermes-Mercúrio, a divindade clássica do Comércio.

A Rua da Imperatriz Tereza Cristina também está ligada à Coleção Brito Alves, composta de 1.252 rótulos de cigarros na técnica litográfica que foi iniciada pelo comerciante Vicente de Brito Alves e continuada pelo seu filho, o advogado pernambucano José de Brito Alves. Constitui-se em um raro e valioso patrimônio cultural e artístico, registrando fatos históricos, usos, costumes e aspectos da vida cultural da sociedade brasileira e particularmente da pernambucana, no final do século XIX até as primeiras décadas do século XX.  








 
 
 
Rótulos de cigarros em homenagem a Henrique Dias e José Bonifácio


No início, passavam pelo local os bondes de burro. Em 1871, a Ferro Carril de Pernambuco abriu uma linha de bondes para o bairro da Madalena cujos veículos eram puxados por mulas. Interessante que a empresa dispunha de mulas extras estacionadas na beira do rio para ajudar a puxar os carros nas elevações das pontes. 


Bonde a Burro na Rua do Aterro da Boa Vista, Recife - PE (1871)


Evidentemente, a rua foi ganhando novas feições ao longo dos anos: Em 1914, os bondes elétricos ingleses comprados pela Pernambuco Tramways substituem os bondes de mula, em seguida surgem os primeiros letreiros luminososgramofones que chamavam a atenção dos curiosos. O comércio modificou-se com modernas e importantes lojas e dão um novo rosto a Rua da Imperatriz Tereza CristinaEm determinada época foi passagem obrigatória dos cordões carnavalescos, onde acumulavam-se confetes e serpentinas. A paisagem atual da rua sequer lembra-nos que a família imperial um dia esteve nela.

Curiosamente, a Rua da Imperatriz Tereza Cristina mudou de nome três vezes: já foi denominada de Dr. Rosa e Silva, depois Floriano Peixoto, e, finalmente, por meio de uma lei em 1923,  recuperou o seu nome tradicional de Rua da Imperatriz Tereza Cristina, mas, de maneira natural, a população reduziu a Rua da Imperatriz e suprimiu a homenagem que acabou sendo esquecida a nossa virtuosa Imperatriz.


Imperatriz Tereza Cristina, 1817


 
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