Untitled Untitled

14/12/2011

"Empresas & Famílias" na TV Universitária

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em Administração, Contabilidade
  

Juntamente com o lançamento de nosso último trabalho, o livro "Empresas & Famílias", participamos do programa de Antônio Magalhães na TV Universitária, o Assembleia na Tv - Debate.

Disponibilizamos abaixo o vídeo da entrevista, para que vocês possam entender um pouco mais sobre o tema:

Parte 1:

Parte 2: 
 
9

""




12/12/2011

Maria Leopoldina: a delicada e grande Imperatriz do Brasil

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em História
  




Maria Leopoldina foi Arquiduquesa da  Áustria, primeira Imperatriz do Brasil (entre 1822 e 1826), e Rainha de Portugal (por oito dias, em 1826). 

Desde pequena, Leopoldina recebeu uma educação muito esmerada, adquirindo conhecimentos científicos, políticos, históricos e artísticos, além de ter aprendido idiomas estrangeiros -especialmente o francês.

Aos 10 anos ficou órfã de mãe e um ano depois seu pai casou-se com Maria Ludovica, que faleceu em 1816. Abalada com a morte da madastra, Leopoldina sofreu mais duas perdas quando suas irmãs Maria Luisa e Maria Clementina deixaram a pátria para se casarem. Maria Luisa, inclusive, foi quem casou com Napoleão Bonaparte, e com ela manteve intensa correspondência por cartas no período em que Leopoldina esteve no Brasil

Em 1816, começaram as negociações de seu casamento com o príncipe herdeiro do trono português Pedro de Alcântara, filho de  Dom João VI  e  Carlota Joaquina. Através desse casamento, Portugal ligaria a Casa de Bragança a uma das mais fortes monarquias europeias e teria a possibilidade de se livrar do jogo político da Inglaterra. Já para a Áustria, era a oportunidade de participar do comércio de produtos tropicais.

Em 1817, celebrou-se o casamento por procuração e Dona Leopoldina chegava no final do ano ao Brasil. Em nove anos de casamento, ficaria grávida nove vezes, com dois abortos e sete filhos, dos quais o mais novo sucederia o pai no trono brasileiro.


Desembarque de D. Leopoldina no Brasil

Após a Revolução do Porto de 1820 e o regresso de Dom João VI a Portugal em 1821, Dom Pedro assumiu como Príncipe Regente. No Brasil, surgiram manifestações de descontentamento aos primeiros sinais de tentativa de recolonização com a transferência de importantes setores da administração para Lisboa.

Era com a mulher, que Dom Pedro informava-se sobre muitas coisas da Europa. Além de possuir uma boa visão política, D. Leopoldina era a pessoa que mais podia influenciar o príncipe a renunciar à ideia de retorno a Portugal.

Após amplas manifestações de apoio à permanência do Príncipe Regente, Dom Pedro anuncia sua decisão, em 1822, no Dia do Fico. Declarou como inimigas, todas as tropas enviadas de Portugal sem o seu consentimento.

Com a iminência de uma guerra civil, que pretendia separar a Província de São Paulo do resto do Brasil, no dia 13 de agosto de 1822, Dom Pedro passou o poder a D. Leopoldina, nomeando-a Chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil, com todos os poderes legais para governar o país durante a sua ausência e partiu para São Paulo.


A Princesa Regente Interina do Brasil no dia 2 de setembro de 1822

Nesse ínterim, a Princesa Regente recebeu notícias que Portugal estava preparando uma ação contra o Brasil. Sem tempo para aguardar a chegada de Dom Pedro, D. Leopoldina, aconselhada pelo Ministro das Relações Exteriores, Jose Bonifácio, reuniu-se na manhã de 2 de setembro de 1822 com o Conselho de Estado, assinando o Decreto da Independência - que seu marido oficializou em 7 de setembro, com o célebre grito às margens do Ipiranga.

Apesar do seu apoio político ao marido, sua vida conjugal foi sempre perturbada pelas constantes relações adúlteras de Dom Pedro, que não foram poucas ao longo da vida. D. Pedro chegou a humilhá-la, nomeando sua própria amante, Domila de Castro (também agraciada com o título de Marquesa de Santoscomo dama de companhia da Imperatriz.











A Marquesa de Santos e carta do Imperador a sua amante.

Obrigada a conviver com a rival sob o mesmo teto do Palácio de São Cristóvão, cada vez mais deprimida e grávida pela nona vez, Leopoldina acabou abortando.

Há divergências sobre a causa mortis da primeira Imperatriz do Brasil. Para alguns autores, ela teria falecido em consequência de uma septicemia puerperal (processo infeccioso que afeta todo o organismo depois de um parto ou aborto) enquanto o Imperador encontrava-se no Rio Grande do Sul aonde fora inspecionar as tropas durante a Guerra da Cisplatina, tendo ela falecido sem mais revê-lo, desde a sua partida, um mês antes. É, no entanto, muito difundida entre alguns historiadores, a versão de que D. Maria Leopoldina teria morrido em consequência das agressões desferidas contra ela durante um acesso de raiva de seu marido, o Imperador.

Todos os relatos descrevem sobre a delicadeza de sua alma, a sua inteligência e a sensibilidade que demonstrou em todos os eventos de seus nove anos de Brasil. Sua bondade, tão decantada, está fudamentada de alguma forma no lema que prometeu adotar como seu preceito supremo:

“Não oprimas aos pobres, sê benevolente e sempre te empenhes muito em ser boa”.

 
7

""




10/12/2011

O Tyhphis Pernambucano

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em História
  

O Typhis foi um periódico brasileiro fundado e editado por Frei Caneca, crítico ferrenho do absolutismo e defensor das ideias liberais, presente no contexto da Confederação do Equador.

O autoritarismo que marcou o processo da outorga da Constituição de 1824 inaugurou uma fase importante da história política do Brasil, onde a centralização se transformou em uma prática severamente questionada. Mesmo contando com alguns princípios de natureza liberal, a Constituição de 1824 também foi marcada por uma série de dispositivos contrários ao seu aparente e propagado liberalismo.

Tomado por essa orientação contraditória de sua carta constitucional, o governo de Dom Pedro I acabou sendo alvo de diversos ataques políticos, bem como de revoltas. Naquele mesmo ano, inspirados pelos levantes de 1817, um grupo de habitantes de Pernambuco iniciou um movimento contra a monarquia. Tal oposição originou-se nas constantes crises da economia regional e nas cargas tributárias impostas pelo governo.

Como se não bastasse sua situação desoladora, os pernambucanos sentiram o peso do autoritarismo real quando D. Pedro I depôs o então governador, Manuel de Carvalho Paes de Andrade, e indicou um substituto para o cargo.

Essa troca do governo seria o último episódio que antecedeu a formação do movimento que ficou conhecido como Confederação do Equador; movimento esse que ganhou tal nome em razão de sua proximidade geográfica com a Linha do Equador.

Foi assim que este periódico, Typhis, esteve ambientado: num momento histórico importante de Pernambuco e do Brasil. Tinha periodicidade semanal, às quintas-feiras, com seu primeiro número tendo sido editado em dezembro de 1823 e finalizando sua edição em 1824, com vinte e nove exemplares.

O periódico foi fortemente usado para fazer crítica política e defender a liberdade constitucional; sempre trazendo, como epígrafe, em todos os números, versos de Os Lusíadas de Luiz Vaz de Camões. Foi uma das trincheiras de luta de Frei Caneca até a liquidação da Confederação. A dissolução da Assembleia tomara Pernambuco de surpresa: D. Pedro I suspendeu as garantias constitucionais na província, punindo-a territorialmente (amputou a comarca do São Francisco, que constituía a margem esquerda do Rio São Francisco hoje incorporada ao território da Bahia).



 
3

""




06/12/2011

Natalie Wood em "Clamor do Sexo"

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em Cinema
  




Agora no final deste ano de 2011, noticiou-se a reabertura do caso sobre a morte da bonita artista Natalie Wood, que morreu, em 1981, sob estranhas circunstâncias. A artista, que sempre declarou que não sabia nadar e nunca escondeu seu medo de água, acabou morrendo da forma que sempre temera. Wood estava passando o final de semana de Ação de Graças em um iate juntamente com seu marido, Robert Wagner, e o amigo Christopher Walken. Seu corpo foi encontrado na praia da Ilha de Catalina, Califórnia. 

A versão oficial foi morte acidental, mas há quem diga que não passou de um crime passional e a recepção de novas evidências dão margem a novas especulações.

Quando se pensa nesta artista é inevitável não se lembrar deste bom filme da década de 60. Aparentemente, era um texto singelo e poderia transparecer ser um filme comum. Com a direção de Kazan, Clamor do Sexo foi um grande filme.



CLAMOR DO SEXO



SINOPSE:

É a história de Bud (Warren Beatty) e Deanie (Natalie Wood), um casal de estudantes, no estado do Kansas, no final dos anos 1920. Apesar da grande paixão do casal, o romance sofre forte resistência pela repressão sexual da sociedade da época. O crash da Bolsa de Nova Iorque, em 1929, ainda atinge as respectivas famílias de diferentes maneiras, dificultando ainda mais o sucesso deste amor.


Kazan, o diretor, deu a Warren Beatty o seu primeiro papel de destaque e o jovem ator se saiu muito bem; mas é Natalie Wood, que já tinha provado ser uma grande atriz no eterno musical Amor, Sublime Amor e em Juventude Transviada, quem rouba a cena.

O filme mostra a depressão gradativa da personagem de Natalie Wood por conta do afastamento do namorado Bud. Ela está extraordinária no papel. Esse aspecto não deixa de ser um pouco forçado por parte do roteirista Willian Inge, que exagera melodramaticamente ao internar, muito rapidamente, Deanie num hospício. Não nos é mostrado com clareza o afastamento do casal, e, de repente, Deanie já está aos berros histéricos na banheira de sua casa, num descontrole mental absurdo. Entretanto, como Wood trabalha com muita competência, acabamos nos convencendo que ela esteja mesmo fora de controle, e, assim, tudo se torna aparentemente bem real.

A passagem imperdível mesmo no filme é ela lendo um poema de William Wordsworth, romântico poeta inglês, que resume de forma apropriada todo o conteúdo da película. A beleza disto tudo é simples: ver duas formas de arte se comunicando na tela, unindo-se para criar um trabalho consistente e delicado - cinema e poesia juntos - e, por isto, o filme não deixa de ser um clássico; importante tanto no seu aspecto artístico quanto histórico.

Vale a pena conferir!


Leia parte deste lindo poema, que justifica, inclusive, o nome original do filme:


Ode: Prenúncios de imortalidade em recordações da primeira infância, verso X:

"Que importa agora que não mais me encante

aquele antigo e vívido fulgor?

Mesmo que nada nos devolva o instante

de esplendor para a relva e glória para a flor

No que restou, vamos achar, sem mágoas, um poder similar

Na simpatia primordial, que tendo sido, é eternal..."


Para quem tiver interesse, achamos a cena na internet (em inglês): 

Título original:  Splendor in the Grass

Lançamento:  1961 (EUA)

Direção:  Elia Kazan

Gênero: Drama/ Romance

 
4

""





Página  <1...2122232425>