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05/12/2013

As maravilhas do Império Romano - Parte 3

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em História
  

O Aqueduto dos Pegões, foi construído com a finalidade de abastecer de água o Convento de Cristo em Tomar (Portugal), e tem cerca 6 km de extensão.

Com cimento vulcânico, tijolos e pedras, os romanos mostraram ao mundo como distribuir, ao longo de um imenso território, um dos bens mais preciosos que existem: a água. Os aquedutos que construíram por seu vasto Império, ajudaram a forjar o poder de sua civilização e mudaram a história da engenharia e da arquitetura ocidentais.

Além de fornecer água potável para a população de suas distantes colônias, essas estruturas representavam – e ainda representam – incrível domínio da tecnologia da construção atribuído aos engenheiros da Roma Antiga. Vários aquedutos com esta concepção continuam de pé. 

Na antiguidade, quase todas as civilizações construíram aquedutos, mas foi com a civilização romana que os aquedutos tiveram um desenvolvimento extraordinário. Os antigos romanos construíram numerosos aquedutos para fornecer água para as cidades romanas e as indústrias existentes. Todo mundo tinha água. Por isto, dizia-se que os romanos eram limpos.

Estas construções estavam entre as maiores obras humanas do mundo antigo e definiram um padrão nunca igualado na engenharia, até quase 1.000 anos depois da queda do Império Romano.

Roma chegou a ter 11 aquedutos que alimentavam água para todas as pessoas, mesmo o cidadão comum tinha acesso água em sua casa. Não era somente a elite que tinha essa possibilidade. A soma das extensões dos aquedutos em Roma chegou a ser de aproximadamente incríveis 500 km. Destes, 47 km de elevados, e o resto tudo subterrâneo, com água de boa qualidade, livre de doenças e movidas por gravidade de forma muito eficiente. A vazão de água de Roma deve ter ultrapassado cerca de 1,2 milhões de metros cúbicos de água por dia.

Os aquedutos romanos eram construções extremamente sofisticadas. Construídos para operarem dentro de parâmetros muito precisos de tolerância. Uma das grandes maravilhas da engenharia romana.   



Ruínas do Aqueduto Aqua Marcia, na região de Tivoli (Itália). Construído em 144 a.C., possuía 91km de extensão.



ponte do Gard é uma porção de um aqueduto romano situado no sul da França. Trata-se de uma ponte construída em três níveis que assegura a continuidade do aqueduto que trazia água na travessia do rio Gard. Foi provavelmente construída no século I a.C.

 
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04/12/2013

As maravilhas do Império Romano - Parte 2

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em História
  


Estrada de Pompeia, cidade romana destruída pelo vulcão Vesúvio, após recuperação das escavações.

Os romanos notabilizaram-se, acima de tudo, como grandes engenheiros preocupados com as condições de vida de seu povo, construindo sofisticadas infraestruturas como canalizações, aquedutos e, ainda, estradas. As estradas são o tema desta resenha.

Estas obras estenderam-se por todo o Império, e grande parte do seu sucesso e divulgação deveu-se à extensa rede viária. 

Apesar de não oferecer, evidentemente, o conforto do asfalto dos dias de hoje, pois as rochas de basalto não proporcionavam grande continuidade e suavidade ao terreno, a verdade é que essas rochas encontram-se ainda hoje bem fixadas nos percursos, dois mil anos depois.

Isto se deve, provavelmente, à técnica de preparação do terreno, em que eram colocadas várias camadas de materiais para assegurar a sua estabilidade e, só no final, o revestimento, com as rochas.


Esquema de construção da estrada romana


A nomenclatura das estradas explica-se de três formas distintas:

a) As mais importantes herdavam os nomes dos cônsules responsáveis pela sua implementação, as designadas estradas consulares;

b) As estradas locais herdavam os nomes da localidade a que se dirigiam;

c) Por fim, as estradas que tinham fins particulares, eram batizadas de acordo com a sua utilização.

Mais do que apenas mercadorias e exércitos passaram pelas estradas romanas. O epigrafista Romolo A. Staccioli diz que pelas estradas “passaram ideias, influências artísticas e filosóficas, e doutrinas religiosas”, incluindo as do Cristianismo.

Nos tempos antigos, as estradas romanas eram consideradas monumentos. No decorrer de alguns séculos, os romanos construíram uma eficiente rede de estradas que se estendia, pasmem, por mais de 80 mil quilômetros, numa área hoje ocupada por mais de trinta países.

 
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02/12/2013

As maravilhas do Império Romano - Parte 1

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em História
  


Caros amigos:

Pelo meu blog, dá para concluir que adoro história, evidentemente. Literatura, história e cinema são algumas das minhas grandes paixões.

Começo hoje a apresentar um outro pedaço da história, agora universal, o Império Romano. Deixo um pouco as passagens da história do Brasil e vamos agora para Roma! E tem muita coisa interessante para conhecer... Em cada estudo sobre o Império Romano, você se surpreende cada vez mais com a capacidade deles em vários campos do conhecimento. Vamos nos concentrar em resenhas principalmente sobre a capacidade de construções magníficas, inimagináveis para época. Roma, em sua hegemonia, era muito mais avançada que outros povos. Suas construções requeriam verdadeiros gênios da arquitetura e, o mais assustador, com uma concepção de engenharia impressionante.

Para começar, citamos a ponte construída por Júlio César. É incitante como ele conseguiu construir esta ponte, e isto demonstrou sua capacidade de liderança, de organização e de ousadia. 

Estamos falando sobre o ano de cerca de 55.a.c. Seguindo pela Gália, uma província romana (que hoje engloba a França, Bélgica e Suíça), ele queria ir para Germânia, para mostrar seu poder de fogo. Seu desafio velado: queria ser tão grande como Alexandre, o Grande, e o rio era a proteção germânica e a grande impossibilidade de avanço do Império Romano. Mas não para o ambicioso e audacioso Cesar.

 


Mapa do Império Romano e localização dos territórios de Gália e Germânia.


Agora, imagine as condições para época: profundidade, rio caudaloso, movimentos da maré... Como fazer uma fundação em um rio?

Pois eles bateram toras no fundo do rio, inclinadas e todas unidas umas às outras, literalmente amarradas em distribuição de carga, como se fossem pilares de concreto da era moderna, para aguentar o peso da travessia de 40.000 pessoas. Incrível. Há dois mil anos atrás...

Ele montou a ponte para enfrentar legiões germânicas que tinha um contingente de cerca de dez vezes maior (400.000 mil). Cesar invadiu o inimigo, que correram sem fazer qualquer resistência, e ficou livre para inspecionar o território ao Norte do Reno.

A ponte, que tinha 304 metros de comprimento e era sustentada por toras que tinham até 9 metros de extensão, pois essa era a maior profundidade do Rio Reno, foi feita em apenas 10 dias. Repito: 10 dias! Mesmo com as técnicas mais modernas, nem hoje seríamos capazes de fazer isto em um tempo tão reduzido. O guerreiro tinha uma legião de fiéis para trabalhar dia e noite.

A ponte teve resistência para a passagem de oito legiões que Júlio César levou para explorar a Gália. E uma outra curiosidade: ao voltar da invasão, ele parou na margem do Rio e desmontou toda a ponte, para que ninguém atacasse Roma, deixando a seguinte mensagem aos povos da época: "O império Romano pode ir a qualquer lugar". 

Encontrei um breve documentário da History Channel sobre esta construção. As imagens são muito interessantes. Não deixem de assistir! Este evento consolidou o reinado de Cesar na história romana. Simplesmente incrível.

 
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27/11/2013

A visita de D. Pedro II a Pernambuco

  Autor: Paulo Roberto Cannizzaro, Em História
  


Na célebre visita do Imperador D.Pedro II ao Recife no fim do ano de 1859, às vésperas do Natal daquele ano, acontecia um grande e pomposo baile em sua homenagem, oferecido pela Associação Comercial de Pernambuco. Assim, Dom Pedro II e a família imperial em visita à província de Pernambuco receberam várias homenagens, onde mais de dois mil convidados da elite do Recife esteve presente

Esse baile ocorreu no Hospital D. Pedro II. O Hospital trata-se da primeira construção no Recife destinada especificamente à área de saúde. A construção foi feita no estilo pavilhonar, adotado durante muito tempo em vários hospitais da Europa e das Américas. Esse estilo serviu de modelo às novas instituições construídas a seguir no estado e no país. O projeto da edificação nasceu das mãos de um engenheiro pernambucano, José Mamede Alves Ferreira (1820-1865), autor de outros importantes prédios no Recife, tais como o Ginásio Pernambucano, a Casa de Detenção e o Cemitério de Santo Amaro. Mamede estudou em Lisboa e em Paris e foi na Europa que tomou contato com as mudanças nas concepções prediais, especialmente no que diz respeito à arquitetura hospitalar.


Hospital Pedro II, 1910. 



Perspectiva do Hospital Pedro II em sua recente reforma, que agora abriga o hospital-escola da Faculdade Pernambucana de Saúde - IMIP.

O historiador e geógrafo Manuel Correia de Andrade em artigo no Jornal do Commercio, de 31/03/96, sob o título “Engenho, casas-grandes e capelas”, informa que em sua visita a Pernambuco, D. Pedro II, procurando conhecer a área açucareira do Nordeste, hospedou-se num engenho, que pertenceu no passado a um rico proprietário de terras e produtor de açúcar da família Souza Leão. E acrescenta: o seu belo sobrado, que pode ser visto em sua grandiosidade por quem passa a caminho de Vitória de Santo Antão, foi preparado para receber tão augusta visita. Os descendentes do proprietário mantiveram e conservam não só o sobrado como a capela, situado sobre uma colina ao lado, e a “moita” do engenho, na várzea do rio.


Casarão do Engenho Moreno, onde D. Pedro II se hospedou em sua visita à Pernambuco.



Capela do Engenho Moreno, ainda hoje preservada, guarda a lembrança da visita do Imperador D. Pedro II.


O Diário de Pernambuco, de 21/11/2001, traz na coluna “Há 75 anos” a seguinte nota:

“Domingo, 21 de novembro de 1926. “Pernambuco é um céu aberto”- A 22 de novembro de 1859, faz amanhã 67 anos, o Recife revestiu-se de galas que nunca mais usou, para receber a visita dos imperadores Dom Pedro II e D. Tereza Cristina. D. Pedro ao pisar o nosso solo deixou escapar a frase: “Pernambuco é um céu aberto!”. Trinta anos depois, passariam novamente na altura de Pernambuco, a caminho do exílio".

 
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