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04/12/2013

As maravilhas do Império Romano - Parte 2



Estrada de Pompeia, cidade romana destruída pelo vulcão Vesúvio, após recuperação das escavações.

Os romanos notabilizaram-se, acima de tudo, como grandes engenheiros preocupados com as condições de vida de seu povo, construindo sofisticadas infraestruturas como canalizações, aquedutos e, ainda, estradas. As estradas são o tema desta resenha.

Estas obras estenderam-se por todo o Império, e grande parte do seu sucesso e divulgação deveu-se à extensa rede viária. 

Apesar de não oferecer, evidentemente, o conforto do asfalto dos dias de hoje, pois as rochas de basalto não proporcionavam grande continuidade e suavidade ao terreno, a verdade é que essas rochas encontram-se ainda hoje bem fixadas nos percursos, dois mil anos depois.

Isto se deve, provavelmente, à técnica de preparação do terreno, em que eram colocadas várias camadas de materiais para assegurar a sua estabilidade e, só no final, o revestimento, com as rochas.


Esquema de construção da estrada romana


A nomenclatura das estradas explica-se de três formas distintas:

a) As mais importantes herdavam os nomes dos cônsules responsáveis pela sua implementação, as designadas estradas consulares;

b) As estradas locais herdavam os nomes da localidade a que se dirigiam;

c) Por fim, as estradas que tinham fins particulares, eram batizadas de acordo com a sua utilização.

Mais do que apenas mercadorias e exércitos passaram pelas estradas romanas. O epigrafista Romolo A. Staccioli diz que pelas estradas “passaram ideias, influências artísticas e filosóficas, e doutrinas religiosas”, incluindo as do Cristianismo.

Nos tempos antigos, as estradas romanas eram consideradas monumentos. No decorrer de alguns séculos, os romanos construíram uma eficiente rede de estradas que se estendia, pasmem, por mais de 80 mil quilômetros, numa área hoje ocupada por mais de trinta países.

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