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02/04/2014

"A Cova da Serpente" e o brilhante desempenho de Olivia de Havilland



Mesmo considerando que já tiveram vários filmes com abordagens psicológicas sobre os traumas de infância e a vida de um manicômio, este filme é um prato cheio para os temas de saúde mental, psicoterapia, relação terapêutica e hospitais psiquiátricos. Mas, o que impressiona mesmo é a atuação de Olivia de Havilland, simplesmente magnífica! Tem, de fato, um desempenho notável, e merece ser reconhecida como uma grande atriz, mesmo que talvez nem sempre seja incluída no rol das grandes damas do cinema para muitos especialistas.

O filme também é bom, a trama é bem conduzida, embora não esteja listado como um dos grandes filmes da história do cinema.

A sinopse é simples. Virginia (Olivia de Havilland) aparentemente se apaixona por Robert (Mark Stevens) e se casam. Mas, após o casamento, ela começa a se comportar de uma forma estranha. O marido a interna em um sanatório, onde ela começa um tratamento a base de eletro-choque. Vai gradativamente melhorando, sofrendo muito no ambiente interno do sanatório. “Cova das serpentes” é a ala onde ficam os pacientes sem cura, o que ela teme.

O filme é um drama baseado num relato semi-biográfico de Mary Jane Ward. Foi um dos maiores recordistas de bilheteira de 1948 e mostrava, numa das primeiras vezes no cinema, o tratamento que a sociedade dava aos doentes mentais.

Quem se acostumou a ver Olivia de Havilland em “E O vento Levou”, no papel da doce companheira de Scarlet, fica bem mais impressionado com seu desempenho, agora representando a angustiada Virginia, lutando para fugir de seus fantasmas do passado.

Os realizadores deste filme tinham como objetivo chamar a atenção das autoridades para os maus-tratos aos quais os doentes mentais são submetidos nas populosas instituições psiquiátricas do governo. E foi justamente isso o que conseguiram: em 1949, Herb Stein escreveu: "O Wisconsin é o sétimo estado do país a instituir reformas em seus hospitais mentais em consequência do filme"Mais tarde, todos os estados do país procuraram fazer reformas nos hospitais psiquiátricos somente por influência do filme. 

A “Cova das serpentes”  foi, mais precisamente, o terceiro filme a abordar a vida de uma pessoa que sofre de doença mental. O primeiro foi “Quando fala o coração, de Alfred Hitchcock, e o segundo, “Amar foi minha ruína, ambos os filmes de 1945.

Vale a pena conferir!


O brilhante desempenho de Olivia de Havilland em "A Cova da Serpente"



Celest Holm, companheira de cena de Olivia de Havilland

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