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28/03/2016

"Uma lição de vida": Kimani Maruge


Pôster do filme "Uma Lição de Vida"

Numa pequena escola fundamental de uma remota montanha no Quênia, centenas de crianças se acotovelam, praticamente sem as mínimas condições de acomodação, por uma chance de ter uma educação gratuita recém-prometida pelo governo do país. 

Um novo candidato causa rebuliço quando bate na porta da escola. Ele é Maruge, um antigo veterano Mau Mau em seus oitenta e poucos anos, que está desesperado para aprender a ler nesse estágio avançado de sua vida. A partir daí, ele é o recordista anciã a querer educação primária.

Esta é a história real de Kimani Maruge. Aparentemente, o cotidiano da vida de Maruge na própria escola não seria tão grandioso para justificar um filme em si, no entanto, todo o contexto da história de seu passado de ter sido um prisioneiro, ser testemunha do fuzilamento de sua esposa e filho, toda a dor da colonização inglesa e, principalmente, sua resistência pessoal participando da história da independência do Quênia impressiona bastante. O filme é absolutamente singelo, com boas tomadas, uma paisagem dura, com cenas que nos trazem importantes reflexões sobre o poder da educação.

O filme é leve em não se aprofundar em demasia na história propriamente da ex-colônia britânica, de 50 anos antes, no entanto é expressivo em demonstrar a luta de um homem, sua  força de superar os fardos das condições cruéis e extremas dos campos de detenção.

De fato, como se diz no filme, “A educação é a chave do cadeado”.

Em entrevista de 2006, Maruge disse à Reuters que ele queria ir para a escola para poder ler a Bíblia e que pararia de estudar apenas se ficasse cego ou morresse. "A liberdade é aprender", disse ele na época.


Cena de "Uma Lição de Vida", com a história da educação de Kimani Maruge

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