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27/11/2013

A visita de D. Pedro II a Pernambuco



Na célebre visita do Imperador D.Pedro II ao Recife no fim do ano de 1859, às vésperas do Natal daquele ano, acontecia um grande e pomposo baile em sua homenagem, oferecido pela Associação Comercial de Pernambuco. Assim, Dom Pedro II e a família imperial em visita à província de Pernambuco receberam várias homenagens, onde mais de dois mil convidados da elite do Recife esteve presente

Esse baile ocorreu no Hospital D. Pedro II. O Hospital trata-se da primeira construção no Recife destinada especificamente à área de saúde. A construção foi feita no estilo pavilhonar, adotado durante muito tempo em vários hospitais da Europa e das Américas. Esse estilo serviu de modelo às novas instituições construídas a seguir no estado e no país. O projeto da edificação nasceu das mãos de um engenheiro pernambucano, José Mamede Alves Ferreira (1820-1865), autor de outros importantes prédios no Recife, tais como o Ginásio Pernambucano, a Casa de Detenção e o Cemitério de Santo Amaro. Mamede estudou em Lisboa e em Paris e foi na Europa que tomou contato com as mudanças nas concepções prediais, especialmente no que diz respeito à arquitetura hospitalar.


Hospital Pedro II, 1910. 



Perspectiva do Hospital Pedro II em sua recente reforma, que agora abriga o hospital-escola da Faculdade Pernambucana de Saúde - IMIP.

O historiador e geógrafo Manuel Correia de Andrade em artigo no Jornal do Commercio, de 31/03/96, sob o título “Engenho, casas-grandes e capelas”, informa que em sua visita a Pernambuco, D. Pedro II, procurando conhecer a área açucareira do Nordeste, hospedou-se num engenho, que pertenceu no passado a um rico proprietário de terras e produtor de açúcar da família Souza Leão. E acrescenta: o seu belo sobrado, que pode ser visto em sua grandiosidade por quem passa a caminho de Vitória de Santo Antão, foi preparado para receber tão augusta visita. Os descendentes do proprietário mantiveram e conservam não só o sobrado como a capela, situado sobre uma colina ao lado, e a “moita” do engenho, na várzea do rio.


Casarão do Engenho Moreno, onde D. Pedro II se hospedou em sua visita à Pernambuco.



Capela do Engenho Moreno, ainda hoje preservada, guarda a lembrança da visita do Imperador D. Pedro II.


O Diário de Pernambuco, de 21/11/2001, traz na coluna “Há 75 anos” a seguinte nota:

“Domingo, 21 de novembro de 1926. “Pernambuco é um céu aberto”- A 22 de novembro de 1859, faz amanhã 67 anos, o Recife revestiu-se de galas que nunca mais usou, para receber a visita dos imperadores Dom Pedro II e D. Tereza Cristina. D. Pedro ao pisar o nosso solo deixou escapar a frase: “Pernambuco é um céu aberto!”. Trinta anos depois, passariam novamente na altura de Pernambuco, a caminho do exílio".

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View Comentários 1 Comentários


Link direto para este comentario Marcio Allain
23/10/2015

Sempre bom lembrar o fausto e a lição
do que já foi. É isso que exemplifica
sua postagem. Memória da nossa gente!

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